sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Um bom romance

Escrever parece uma atividade simples, basta uma caneta, papel, ou como é mais comum atualmente, uma tela e um teclado. Parece simples também porque cada vez mais pessoas se sentem à vontade escrevendo seus pensamentos, poemas, etc. A internet é a grande responsável por milhares de pessoas terem tirado seus textos da gaveta e os publicado em blog´s. Eu disse, parece. Escrever seja um romance, uma crônica, um conto, por exemplo, exige inspiração e transpiração.

Interessados em aprimorar e lapidar o talento têm à disposição a Oficina Como escrever Livros, ministrada pela escritora Isabel Furini. “Alguns blogueiros participam do curso. Tive pessoas que iniciaram escrevendo em blog’s por exemplo, e depois sentiram a necessidade de fazer um curso para tirar dúvidas sobre gêneros literários, estrutura, construção de personagens, etc”, explica Isabel.

Esta edição da Oficina será voltada para a produção de Romance. De acordo com Isabel um bom livro de romance deve ser envolvente. “O leitor deve sentir o desejo de continuar lendo, por isso precisa espelhar a alma humana. Queremos nos encontrar nos personagens, aprender sobre nosso próprio eu, descobrir  novos caminhos. Um bom romance exige muito do autor, construção de personagens, trabalhar o aspecto psicológico, os cenários, os diálogos. Um bom enredo não é suficiente para encantar ao público. O romance precisa de um narrador que saiba guiar-nos pelo universo dos protagonistas”, conta.


Para quem pretende empenhar-se para escrever uma história romântica Isabel dá a dica: Eu adoro “Uma poética de Romance – Matéria de carpintaria” de Autran Dourado.  O texto vai levando o leitor pela estrada da escrita de uma maneira muito objetiva, muito agradável. Em cada página aprendemos alguma coisa sobre a arte de escrever”, diz.

Entre os muitos romancistas brasileiros Isabel destaca Machado de Assis, em especial a obra Memórias Póstumas de Brás Cubas. “É muito interessante ler, e ver que essa obra não perde atualidade. Machado faz um personagem inesquecível, Brás Cubas é homem que passa por diversas fases, amor, ódio,  tem uma amante, luta por cargos políticos, vê amigo adoecer, morrer.  O personagem entende que sua vida é vazia.  Talvez por isso o desejo de Brás Cubas era inventar algo de valor universal para curar a melancólica humanidade.Machado mostra o homem sem máscaras, com defeitos, sonhos, problemas, dúvidas, e não dá uma solução fácil, ele deixa o homem na sua solidão enfrentando a morte. Esse retrato do homem é contemporâneo e também é eterno.  Essa é a grandeza de Machado de Assis sua habilidade para nos levar pelo caminho dos espelhos, para que possamos refletir sobre a condição humana”, afirma.

Para conhecer mais segredos de um bom romance e romancista: 

Oficina como escrever um livro – Romance 
Onde: Solar do Rosário
Endereço: Duque de Caxias n° 4, Largo da Ordem, Curitiba
Inscrições: (41) 3225-6232

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Arte brasileira ganha cada vez mais espaço no exterior


Désirée com uma de suas peças
 A designer e empresária paranaense, Désirée Sessegolo, vence fronteiras com sua arte. A artista participa de uma exposição coletiva em Nova York, na Galeria Ward-Nasse.  O evento reúne ainda outros artistas contemporâneos brasileiros.

Désirée conta que o convite surgiu através de uma seleção da Cia Arte e Cultura. “Eles já conheciam o meu trabalho, que recebeu uma premiação em 2009 em um salão internacional que eles organizaram junto com a Associação dos Artistas Plásticos de São Paulo”, explica.


As peças de Désirée que integram a exposição foram desenvolvidas através de um método de fusão especial. As esculturas são de vidro trabalhado com técnicas específicas e únicas que as tornam fortes na estrutura e de essência delicada, encantando público e críticos especializados.
Artistas brasileros acompanham sucesso da exposição

A exposição obteve sucesso de público e foi prorrogada. O evento, que teve início em dezembro e deveria terminar em janeiro, se estende até junho deste ano. O que mostra a valorização da arte do Brasil no exterior. “A receptividade por novas linguagens artísticas é muito forte lá fora”, conta Désirée.

Para este ano a artista tem duas exposições confirmadas: uma na Casa João Turim, e outra no Sesc Água Verde. 

Conheça o trabalho da artista pelo site: www.ceramicaevidro.com


Redação: Luana Gabriela 
Fotos: Divulgação

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O Som da Cidade - Curitiba vira uma grande e afinada orquestra


Quem anda pelas ruas de Curitiba já pode perceber a harmonia do som  nos dias. Isso porque começou oficialmente a Oficina de Música de Curitiba. O evento já está na sua 29ª edição que tem como tema Celebrando as Comunidades e este ano tem novidades.

Consagrada como um dos grandes eventos musicais do país, a Oficina leva sua sonoridade além das fronteiras da capital paranaense. Nesta edição pela primeira vez, o litoral também está incluso na programação. As cidades de Matinhos e Ipanema receberão a Orquestra Paranaense de Viola Caipira e a Banda Supercolor, respectivamente. Mesmo que timidamente o evento vai ganhando espaço e expandindo-se pelo Estado.

As novidades não param por aí. A Oficina também vai contemplar outras artes como cinema e literatura através da exibição de dois filmes – Carmem e A Flauta Mágica – e do lançamento do livro Neyde Thomas Vida e Arte.

Este ano são mais de 130 cursos ofertados. A estimativa da organização é de que ao todo sejam mais de 1.500 alunos e 50 mil pessoas compareçam a alguma atividade do evento. A edição deve bater recorde de público.O evento acontece até dia 29 de janeiro.

Informações: http://www.oficinademusica.org.br/


Texto: Luana Gabriela

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Artista Paranaense participa de exposição internacional


A arte de Désirée Sessegolo, designer e empresária paraense, não conhece fronteiras. A artista participa de uma exposição coletiva em Nova York, na Galeria Ward-Nasse. O evento acontece de 15 de dezembro a 06 de janeiro de 2011 e também terá a participação de outros artistas contemporâneos brasileiros. 

As peças de Desirée que compõem a exposição foram desenvolvidas através de um método de fusão especial. As esculturas são de vidro trabalhado com técnicas específicas e únicas que as tornam fortes na estrutura e de essência delicada. Désirée trabalha com cerâmica e vidro há três anos e busca constante aprimoramento. “Iniciei com cerâmica e em seguida a cerâmica com queima em Raku e depois com vidrofusão”, explica.  


Para conhecer melhor o trabalho da artista acesse: www.ceramicaevidro.com




Redação: Luana Gabriela
Fotos: Divulgação




quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Martha Medeiros fala sobre seu novo livro Fora de mim e sobre o atual cenário da literatura nacional

Martha Medeiros é gaúcha de Porto Alegre, a cidade celeiro de grandes nomes da literatura nacional. Admirada por muitos escritores brasileiros, ela lança seu novo romance “Fora de mim”. Não há lançamento previsto para Curitiba, mas o 500g de Cultura conversou com a escritora sobre a nova obra, sobre literatura na internet entre outros temas. Acompanhe a entrevista completa, concedida por e-mail. E ainda um trecho do livro e uma pesquisa de preços entre as maiores livrarias presentes em Curitiba.
Lançamento do Fora de mim na Livraria Saraiva,em Porto Alegre

500g - Como foi o processo de composição desse seu novo livro: Fora de mim?
Martha - Comecei a escrever esse livro em 2008, numa época em que estava passando por uma tristeza semelhante a da personagem. Mas logo interrompi a continuação do livro e lancei o Doidas e Santas. Só agora, em 2010, é que retomei a narrativa, já desapegada daquela dor antiga e investindo fundo na ficção. O livro ficou completamente diferente do que eu imaginava no início.

500g - Sua obra Divã, já foi adaptada para o cinema e para o teatro. Há possibilidade ou alguma especulação de que o Fora de mim, percorra o mesmo caminho?
Martha – Não há nada conversado, mas se alguma atriz se interessar em montar o livro, estarei aberta a ouvir. O livro tem potencial para se desdobrar. 

500g - Esta obra é um romance, você já lançou livros de poesia, e é cronista em um dos maiores jornais do país: o Zero Hora. Em qual estilo literário você se sente mais a vontade, por quê?
Martha - Tenho mais prática com a crônica, ela faz parte do meu dia-a-dia. A poesia segue sendo um “hobby”. Mas é a ficção que hoje me dá mais prazer, pois é mais desafiador, eu ainda não tenho fôlego suficiente para contar uma história longa, então é através da ficção que me exercito mais, me aplico mais, dou mais de mim.

500g - Atualmente há milhares de blog’s literários em língua portuguesa. Muitos autores alcançam oportunidade para publicar através do trabalho na web. Você acredita numa geração de escritores vindos da web para os livros?
Martha - Acredito, claro. O blog não é excludente, não é um gueto, é apenas mais um veículo de divulgação de textos. Porém, como são muitos os blogs, é difícil encontrar alguém que realmente se sobressaia, mas há muita gente boa escrevendo. 

500g - Você costuma ler blogs literários? Se sim, quais?
Martha - Sinceramente, não acompanho blogs, não tenho tempo. Às vezes alguém me indica alguma coisa, dou uma olhada, mas não me torno fiel.

500g - Quais autores foram fundamentais para sua formação como escritora?
Martha - Tudo que eu leio, até hoje, me ajuda na minha formação, mas se eu tivesse que citar apenas um nome, citaria Marina Colasanti, ela foi decisiva na minha formação como mulher, mais do que tudo. 

500g - Que livro está lendo atualmente?
Martha - “Os íntimos”, da portuguesa Inês Pedrosa. Estou gostando bastante.

500g - O Rio Grande do Sul é conhecido por lançar diversos escritores reconhecidos nacionalmente, só entre os autores contemporâneos pode-se citar Luis Fernando Veríssimo, Caio Fernando Abreu, Fabrício Carpinejar e você. Há alguém que você possa apontar como expoente da literatura gaúcha atualmente?
Martha - Luis Fernando e o falecido Caio são ícones incontestáveis, assim como Lya Luft. Gosto muito do trabalho da Cintia Moscovich, mas quem realmente tem se destacado na paisagem literária gaúcha é mesmo Fabrício Carpinejar, que parece ser um vulcão em constante erupção, lida com as palavras de um jeito vigoroso e criativo, e sua literatura está não apenas no que ele escreve, mas na forma como vive, se veste, se expressa. Não existe distância entre autor e obra.

Para quem busca visibilidade no meio literário nacional, quais são suas dicas?
Martha - Paciência, antes de tudo, porque o mercado não consegue absorver tanta gente produzindo. Humildade, porque há aqueles que pensam que possuem mais talento do que realmente têm. E perseverança. Outra coisa: muita leitura. Muita! E ter uma vivência real, gostar da vida no que ela tem de bom e ruim, se jogar, ser uma pessoa que não veio ao mundo a passeio, mas que se entrega às suas emoções.

Leia abaixo um trecho do Fora de mim: 

“Eu sabia que terminaríamos, eu sabia que era uma viagem sem destino, sabia desde o início e não sabia, não sabia que doeria tanto, que era tanto, que era muito mais do que se pode saber, ninguém pode saber um amor, entender um amor, tanto que terminou sem muito discurso, foi uma noite em que você quase pediu, me deixe. Ora, pra que me enganar: você realmente pediu, sem pronunciar palavra, você vinha pedindo, me deixe, olhe o jeito que te trato, repare em como não te quero mais, me deixe, e eu, de repente, naquela noite que poderia ter sido amena, me vi desistindo de um jantar e de nós dois em menos de dez minutos, a decisão mais rápida da minha vida, e a mais longa, começou a ser amadurecida desde o dia em que falei com você pela primeira vez, desde uma tarde em que ainda nem tínhamos iniciado nada e eu já amadurecia o fim, e assim foi durante os dois anos em que estivemos tão juntos e tão separados, eu em constante estado de paixão e luto, me preparando para o amor e a dor ao mesmo tempo, achando que isso era maturidade. Que idiota eu sou, o que é que amadureci?”

O livro está à venda nas melhores livrarias de Curitiba.
Confira os preços:
Saraiva (Online): R$ 19,80
Livrarias Curitiba (Online): R$ 29,90
Fnac (Online): R$ 23,90 

Entrevista: Luana Gabriela
Foto: Rodrigo Lorandi - Fonte: www.saraiva.com.br

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Jovens escritores e a web: Cah Morandi representa uma nova geração de autores nacionais

A web é um celeiro de novos talentos da literatura nacional. São inúmeros os blogs literários em língua portuguesa. Não há estimativa de quantos, já que a cada dia novas páginas são criadas e outras tantas deletadas. Um dos exemplos mais conhecidos dessa geração de escritores que alcança visibilidade na internet está Carine Letícia Morandi, mais conhecida como Cah Morandi. 

Com apenas 23 anos de idade já tem um livro publicado e é responsável por diversos blogs literários. Confira abaixo uma entrevista exclusiva com uma das representantes da nova literatura nacional.


Cah Morandi é uma das mais jovens revelações da literatura brasileira


Quando surgiu seu interesse pela literatura?
Sempre tive um gosto aguçado para a leitura. Desde sempre tive interesse em livros, em conhecer novos escritores. É um amor voluntário pelas palavras.

Quando começou a escrever em blog?
Comecei o primeiro blog em 2006. Iniciei não com a intenção de divulgar as poesias, mas sim para falar do cotidiano, da minha vida. Aos poucos fui partilhando os meus escritos, e aí foi se espalhando, tendo procura, e fui escrevendo mais também... até que o blog virou somente de poesias. Depois montei um de crônicas, que ainda está começando a andar.

Tem algum livro publicado?
Sim, tenho. Lancei em agosto de 2008, com mini poemas, o livro se chama "Borboletas no Estômago".

Porque a preferência pelo estilo literário de crônicas?
Na verdade a crônica é uma paixão que tenho desenvolvido desde 2008, muito forte na minha essência é a poesia. Mas como ler é um hábito que vai nos levando a novas experiências, a poesia as vezes não comportava tudo que tinha para ser dito.

Quais são seus escritores prediletos?
Tenho uma paixão louca por Clarice Lispector. Quem não tem, não é? Li Perto do Coração Selvagem com 13 anos. Claro que não entendi nada, e fui reler depois de adulta, mas desde lá ela ganhou meu coração. Hoje fazem parte da minha "biblioteca pessoal" Lya Luft, Carpinejar, Gabriel García Marquéz, gosto muito de Nélida Piñon e Saramago. E claro, tenho muitos blogueiros que gosto de acompanhar.

De onde vem sua inspiração?
Dons. São dons que Deus nos dá, e é Ele mesmo que nos capacita e aperfeiçoa.

Qual o ponto positivo e negativo da popularização dos blogs literários?
O ponto positivo é que muito gente boa, literalmente, saiu do armário. Vejo muitas pessoas se destacando, escrevendo muito bem, tendo boas experiências, sensíveis. É importante que surja essa diversidade, somos em milhares, e há vários tipos de leituras. Acho fantástico. O lado ruim disso tudo, são os plágios, acontece muito comigo, por isso é importante ter tudo registrado e se precaver com a possibilidade de problemas futuros. Tem mais uma coisa, iniciar um blog é dar "a cara para bater", acontecem pessoas muito interessantes, mas surge também críticas pesadas sobre o seu trabalho. Nunca me importei, não preciso provar nada para ninguém, está lá para quem quiser, minhas palavras são livres.

Você lê alguns blogs? Quais?
Leio muitos blogs, tenho salvo uma lista imensa nos favoritos do meu computador, todo dia dou olhada em alguns, tiro o tempo para a leitura. Tem muita gente com idéias fantásticas, com escritos incríveis. Vale destacar os blogs da Cris Souza - Blog Trem da Lira, Priscila Rodê - Mar Íntimo.   

Você acredita que pode vir a ser uma espécie de Fabrício Carpinejar de saia? Seguindo o mesmo caminho de sucesso que ele?
Seria ousado da minha parte. Fabrício é ótimo, acompanho sempre, compro os livros e devoro num dia. Ele tem um raciocínio íncrivel nas crônicas, e um final arrebatador. "O amor esquece de começar" e "Canalha" são meus preferidos. Inclusive "O amor esquece de começar" é meu livro de cabeceira, junto com o último da Lya Luft "Múltipla Escolha".

Quanto a mim, escrevo, publico. Não faço grande divulgações, mas meu leitores são muito fiéis e levam meu trabalho para muitas pessoas. Todos os dias recebo e-mails carinhosos, e o Twitter também tem colaborado muito. No orkut tem muita poesia minha acontecendo. Fico muito feliz que tenham pessoas se encontrando através das minhas palavras. Hoje não me arrisco a nada, deixo os planos para Deus.

Deixe um trecho de um de seus textos favoritos:
"Esteja atento, não há nenhum aviso prévio, nenhum sintoma antecedente. Quase nem vai lembrar de muitas coisas, apenas da última vez que esteve sobre a plataforma, da última vez que sugou o ar, da última luz que acendia na cidade. Sempre será assim, fazemos as coisas de forma diferente quando as fazemos a última vez.

Há apenas um dia decisivo em toda nossa vida: aquele em que optamos por nosso futuro. É o dia do vôo. Tudo que vivermos depois da escolha será nossa vida inteira."

Qual o endereço dos seus blogs?

De crônicas é o Um olhar para sentir http://umolharparasentir.blogspot.com/ . E tenho o de poesias: http://carinemorandi.blogspot.com

Quem quiser entrar em contato com você pode fazê-lo de que forma?
Através dos blogs e no Twitter também (@cahmorandi). Além de e-mail, claro: poesia@cahmorandi.com.br. Fiquem à vontade!

Há algum projeto literário seu em andamento?
Há pretensões. Estou com muita vontade de publicar um livro somente de crônicas, e em pequenos passos, tenho trabalhado para isso. Tenho paciência, para tudo há um tempo.

Quais são seus conselhos para quem faz literatura na internet?
Saibam usar essa poderosa ferramenta, registrem seu trabalho antes de colocar na rede, leiam outras pessoas, compartilhem textos, façam parcerias, dê possibilidade para ser encontrado. Não faça mil artimanhas para chamar as pessoas para seu trabalho, se ele for bom e interessante, com certeza será buscado. Ah, e não desistam... virá muita gente fazer críticas destrutivas, mas pelas boas pessoas que serão encontradas no caminho, valerá a pena!


Redação e Entrevista: Luana Gabriela da Silva
Foto: Cah Morandi